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Ganho de peso gestacional

Por Ludmila Nunes Blamires - Nutricionista


Enviado em 10 Jan 2018 - 19:42


As alterações do corpo durante a gravidez são algumas das muitas preocupações que as futuras mamães têm ao longo da gestação: medo de ganhar peso em excesso, de ter estrias, de não conseguir perder peso após o parto. Mas as mamães devem ficar tranquilas, pois ganhar peso é esperado e é possível fazê-lo de forma saudável, para que tudo volte ao normal no tempo certo e seu bebê se desenvolva adequadamente.

O ganho de peso esperado não é único para todas as gestantes. Ele vai variar em função do peso que a mulher tinha antes de engravidar. Além disso, também é diferente dependendo do trimestre de gestação em que a mulher se encontra.

No primeiro trimestre (até a 13ª semana), ganhar peso não é tão importante, pois o embrião ainda é muito pequeno e as alterações na estrutura física da mãe são poucas. Nesta fase, é considerado normal e sem riscos para o bebê tanto perder (até 3 kg), como manter ou ganhar peso (até 2 kg). A perda de peso, inclusive, é bastante comum, uma vez que é o momento em que as gestantes mais sofrem com náuseas e vômitos.

Do segundo trimestre em diante (a partir da 13ª semana), espera-se um ganho de peso linear até o final da gestação. E este ganho será diferente, dependendo do estado nutricional pré-gestacional da mãe (se estava com peso adequado, baixo peso ou sobrepeso e obesidade).

Para saber quanto a grávida poderá ganhar de peso ao longo da gestação, é simples, basta calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), por meio da fórmula abaixo, e depois situá-lo na tabela mais adiante.


CÁLCULO DO IMC PRÉ-GESTACIONAL




GANHO DE PESO ESPERADO (TOTAL E SEMANAL)


DISTRIBUIÇÃO DO PESO NA GRAVIDEZ




ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA GRAVIDEZ

A gravidez é um dos melhores momentos para se pensar em alimentação saudável, pois não só a mãe se beneficiará dela, como também, e principalmente, o bebê. Uma mãe bem nutrida é capaz de fornecer todos os nutrientes necessários e pode proporcionar as condições ideais para o desenvolvimento de seu filho. Há estudos atualmente que revelam, inclusive, que um desajuste alimentar intra-útero pode levar a disfunções tanto ao nascimento quanto na fase adulta, como a maior tendência à obesidade, hipertensão, diabetes, etc.

Além disso, com uma alimentação equilibrada, a mãe pode diminuir os riscos de complicações na gravidez, como ganho de peso excessivo, diabetes gestacional e hipertensão, além de poder também modular a presença de outros desconfortos típicos deste período (enjoos, constipação intestinal, etc.).